segunda-feira, novembro 24, 2014

Sadness

Me tornei a versão daquilo que não queria ser. Daquilo que nunca fui.

Sempre fui alguém desinibida, alegre, de bem com a vida, forte. Tinha minhas fraquezas, mas nunca permiti ninguém ver, e eu sempre superava.

Mas então uma série de coisas aconteceram, e roubaram meu equilíbrio. Meus amigos me traíram, e eu tenho cada vez mais me sentido sozinha. Me agarrei ao meu namorado, mas minha carência prejudica tudo. Preciso de atenção, carinho, amor, toda hora, todos os dias.

E agora me sinto deixada de canto. Porque por um fim de semana ele viveu sua vida. E no outro, ele também não me deu moral.

O pior é que ninguém aguenta minhas crises. Ele não está nem aí se estou bem, ou mal. Ou pior, por que estou desse jeito. Mas não é culpa dele. Ele não deve nada a mim, não deve me aturar, ou tentar me deixar bem. Não tem obrigação de tentar me entender.

Cansei de me sentir tão chata, dessa solidão, dessa necessidade de ter alguém pra me fazer bem. Eu tenho que ficar bem por mim só. No fim, ninguém se importa realmente com você.

sábado, novembro 08, 2014

Eu nunca fui vazia

Ultimamente os dias têm sido estranhos. A mudança para uma nova cidade, há um ano atrás (ou dois, levando em consideração que 2014 já se foi), nunca imaginei que fosse tão dramática na minha vida. Eu, que sempre fui alegre, extrovertida, e sempre, sempre soube dar valor às minhas amizades, hoje me encontro vazia.

Não consigo fazer dieta. Tenho comido de forma compulsiva, de uma forma que eu nunca havia feito. Finjo não saber qual é meu problema, mas eu sei. Preencho a solidão com a felicidade momentânea da comida. Por sorte não engordei muito. Talvez uns 3kg.

O que houve? Ah. As vezes você descobre que 'tem gente que está do mesmo lado que você mas deveria estar do lado de lá; tem gente que machuca os outros; tem gente que não sabe amar'. Eu juro que eu nunca me vi como uma pessoa má ao ponto de ser deixada, traída. E não relato sobre o meu namorado - cujo é o cara mais perfeito do mundo, e eu sinceramente não sei o que seria sem ele -, mas sim de amizades.

Uma amizade de oito anos, jogada aos ventos. Uma amizade de uma infância, maculada por hipocrisia. Eu costumava ter uma amiga que eu achava a personalidade horrível. Ela era mimada, chata (não digo isso por revolta, eu sempre pensei isso), mas ainda assim era minha amiga e eu a defendia. Com seus problemas, com suas neuras, com seus psicólogos. Também tinha uma prima, que embora eu não confiasse tanto, era uma companhia agradável e eu vivia em sua casa aos fins de semana. Mas elas trataram contra mim. Apoiadas na crença de 'só queremos o seu melhor', disseram a minha mãe que eu estava usando drogas. O pior? Que nem maconha uso, e olha que eu não tenho nada contra marijuana.

Mas o caso foi gravíssimo. Fizeram minha caveira. Segundo elas - minha prima foi a 'delatora', apoiada por minha amiga -, eu já estava em caso de cocaína, heroína, ou qualquer outra droga fatal. Tudo foi elevado para um patamar ainda mais elevado quando armaram para me pegar no 'flagra' - isso é, como se eu usasse -, e já me arrastar para uma clinica qualquer para fazer o exame. Sim! Minha mãe teria que fazer isso, na frente de todos, em um lugar publico.

Obviamente minha mãe ficou do meu lado. Ela sabe a filha que tem. Eu disse que a única droga que usei e não sou tão fã é o cigarro - e maconha, mas eu não sou realmente fã de ficar fora de mim -. Desculpa mãe. Menti em partes. Atualmente eu até gosto dos cigarros, embora eu não queira isso pra mim. Quero ser pura pra que nada nessa história absurda seja verdade. Se fosse pra me culpar de algo, então que fosse pelos meus tragos ocasionais em nicotina, e nada, NADA mais.

Mas meus amigos só se importavam comigo, né? Então por que não perguntaram? Não conversaram comigo? Tinham que me 'dedurar'? Eles deveriam saber que eu não tenho essa índole, certo? Se preocupam-se tanto, por que não enviaram mensagens ocasionais, perguntando: você está bem? como vai você? saudades.

Mas não. No fim, parece tudo se tratar de inveja.

E mesmo que tenha se passado quatro meses, parece que eu ainda não superei. Mas isso não importa, porque eu darei a volta por cima. Farei quantos amigos eu quiser. Não terei essas compulsões. Estarei magérrima, linda e feliz. Mas não farei isso por vingança. Farei por mim. Porque no fim, eles não importam.

Agradeço pelos que restaram. Talvez uma amiga de Fortaleza, a qual nunca conheci pessoalmente. E principalmente pelo meu namorado, a 'causa' de tudo isso. Elas - as 'amigas' - também disseram que ele era má influência. Mas tudo não passava de inveja.

Parece 'recalque' dizer que elas são invejosas, mas juro, é a verdade. Veja bem, minha prima, mesmo com minha idade, nunca namorou e sempre foi comparada a mim. Eu passei no vestibular, eu consegui um namorado e tenho alguém que me ama. Minha 'amiga', está solteira há alguns anos, já disse abertamente que sente inveja porque eu 'penso' - sim, ela é burra pra caralho, e ela sabe disso -. Mas como eu disse, nada disso importa. Só desejo felicidade a elas.

E quer saber mais? Precisava desabafar. Mesmo que ninguém leia, um dia eu lerei isso. Meu diário mais cru e sincero, cheio das minhas neuroses pra emagrecer e se encaixar nos padrões. Daqui algum tempo lerei isso e verei que tudo bem, tudo passou. É isso que ganhamos quando rezamos "Livrai-nos de todo o mal", amém.